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EDUCAÇÃO


Durante muito tempo o Homem passou por um longo processo em que vivia totalmente dependente da natureza, eram nómada andando de um lado para outro procurando melhores condições naturais.
Com a descoberta da agricultura o trabalho da terra, exigiu que o Homem se fixar-se num determinado lugar que possuíam condições para a pratica da agricultura e da pastorícia, em muitos dos casos estes lugares situavam – se ao longo dos rios, terminando assim com o nomadismo do Paleolítico e começando a sedentarização.
Neste período começam a surgir as comunidades agrícolas e pastores nas zonas férteis das planícies, dando origem as aldeias.
Com o crescimento da produção originou o crescimento da densidade populacional e consequentemente a multiplicação das aldeias.

2.4 AS MIGRAÇÕES BANTU
É muito difícil estabelecer datas exactas das migrações Bantu devido a falta de documentos por um lado, por outro lado pelo processo longo que teve as deslocações pois que nunca tinham um carácter de estadia definitiva.
Um dos factores principais que acelerou as rápidas migrações foi a descoberta e utilização dos metais durante os 500 anos da nossa era. Com a descoberta desses metais esses povos tornam-se superior em relação aos outros povos, pois que estes possuíam armas mais eficazes e instrumentos de trabalho mais avançados em relação a outros povos.
Desenvolveu-se a agricultura, a caça e o crescimento populacional. Mesmo com esse desenvolvimento a produção era pouca para toda a comunidade, razão essa que levou ao surgimento de vários conflito no ceio dos Bantu, este também foi um dos motivos para o desmembramento dos Bantu na procura de novas terras férteis pouco habitadas.
Com o domínio da agricultura e da metalurgia os deferentes povos Bantu que habitavam possivelmente na região do Níger e no Lago Tchad. Estes povos deslocaram – se em duas direcções: Leste e Sul de África, passando grandes lagos a baixo do planalto Luba e a bacia do rio Zaire.
Durante este processo migratório fixavam – se periodicamente em vários sítios onde já eram habitados por povos caçadores e recolectores, povos esses que viram-se obrigados a abandonarem as suas terras porque não se encontravam e altura para enfrentar aos Bantu e estes recuaram até a parte sul de África.
Distribuição territorial dos povos de Angola
Os Bantu, possuem uma dezena de variantes, com centenas de subgrupos, a sua distribuição abrange a totalidade do nosso território.
Basicamente os Bantu em Angola dividem-se da seguinte forma:
1.    Os Bakongo
Ocupam a maior parte do norte de Angola, limitados pelo mar e pelo rio Kwanza especificamente em Cabinda, Zaire e Uíge.
Organização Sócio-económica, política e cultural
Povos agricultores, praticam a escultura concretamente no fabrico de máscaras coloridas, entres eles existem subgrupos que são bons no fabrico da arte sacra e mestres nas manufacturas da mabula[3], esses povos são conotados como sendo propensos ao misticismos[4], bons no lado do comercial[5]. São povos que as terras encontram-se protegidas pelo espírito dos seus antepassados, Mfumu a Ntota[6].
2.    Os Kimbundu
Ocupam também uma grande extensão do território nacional, limitados pelo mar e pelo rio Kwanza, localizando-se na parte mais a Leste do Norte de Angola para o Sul médio do Kwanza concretamente nas províncias de Luanda, Bengo, Kwanza Norte, Malange, e partes de Kwanza Sul. 

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De uma maneira geral são bons agricultores de subsistência, são bons no domínio dos instrumentos musicais como é o caso do Xilofones[7], instrumentos construídos de cabaças. Estes também dominam o artesanato, escultura e em algumas regiões existem povos que são bons arquitectos de obras fúnebres, como campas feitas de pedras.
Na região costeira como é o caso da Ilha de Luanda o povo dedica-se a actividade pesqueira ligado a crenças religiosas como a da Kyanda.[8] Por tanto também foram bons guerreiros, prova disso são os vários Estados que chegaram a constituir.
3.    Os Lunda Tchokwé
 Igualmente vão ocupar um grande e vasto território deste país, estes povos englobam as seguintes províncias Lunda Norte e Sul, Moxico e partes do Kuando-Kubango.
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  Descendentes de caçadores, são povo com uma inclinação para a escultura, bons empreendedores na construção de habitações. Estes tinham um modo de educar um pouco diferente em relação aos outros povos, os rapazes eram educados na Mukanda e as meninas eram educadas na Cikumbi. Este tipo de educação ajudava na transmissão dos valores culturais de geração a geração, caso característico em África. Povo este que conserva acultura na linhagem matrilinear. Este povo também leva jeito para o lado comercial.
Actualmente estão a desenvolver a agricultura e a exploração dos recursos minerais como é o caso do Diamante. Têm como actividade principal a pesca artesanal e a caça.

    
4.    Os Ovimbundu
Uns dos povos com uma das línguas mais faladas em Angola, estes estendem-se pelas seguintes províncias: Huambo, Bié, Benguela e parte Norte da Huíla.   
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Estes povos são bons caçadores em savanas, criador de gado, agricultores com a técnica da charrua puxada pelos bois. Com inclinação na construção de fornos para a fundição cobre, principalmente em Benguela.
Artisticamente eram bons, pois que possuíam escolas de escultura animalista e de múltiplas máscaras utilizadas na iniciação masculina – evamba ou circuncisão. Os Ovimbundu foram também bons construtores de embalas[9] ou muralhas defensivas.
5.    Os Nganguela
Estes encontram-se divididos em dois territórios: na fronteira da bacia do Zambeze até ao Kubangu, mais a maior parte encontram-se no Kuando Kubango.
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Descendentes de caçadores, hoje dedicam-se a agricultura no período chuvoso assim como a pecuária a sua base económica. Também praticam a extracção do mel, pesca fluvial como sustento da sua economia.
Este povo domina a metalurgia com a fundição do ferro, bons na cerâmica negra. Socialmente também possuem os seus ritos de iniciação, para os homens sem este rito não possui o estatuto de Homem.  
  


[1] Deslocações feitas por um de uma região para outra, na busca de melhor condições de vida.
[2] Nome atribuído ao conjunto de povos que utilizam o pré-fixo "ntu" que em várias línguas nacionais significa Homem.
[3] Tecidos de ráfia executados no tear vertical   
[4] Associações profético-messiânicas que assumem o papel de seitas religiosas. 
[5] Zolombo e os Solongo
[6] Donos ou senhor da terra, significado na língua Kikongo.
[7] Instrument musical como é o caso Marimba
[8] Sereia
[9] Fortaleza

1 comentários:

  1. Boa Tarde, contacto-o para pedir o seu apoio na realização de minha tese de mestrado.


    Sou estudante do ultimo ano de psicologia clínica no Instituto Superior de Psicologia Aplicada- Instituto Universitário ( ISPA-IU)
    e a minha tese é um "Estudo de caso transgeracional do feminino na mulher angolana". Vinha pedir-lhe se me poderia ajudar indicando-me literatura sobre a Mulher Angolana. Para fundamentação teórica deste estudo necessitava de algum enquadramento antropologico e cultural.
    O estudo consiste numa entrevista clínica às 3 participantes e em seguida a passagem um instrumento projectivo.

    Agradecia se me podesse ajudar, o meu contacto é sofiactn@gmail.com

    Com os melhores cumprimentos

    Sofia Caetano

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