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EDUCAÇÃO



A passagem do Paleolítico Superior para o Período Neolítico foi marcada pelo término da última glaciação do Hemisfério Norte.
Com o recuo das geleiras, o nível dos mares se elevou, as terras emersas diminuíram e o clima se modificou nesse período: enquanto a Europa Central e parte da Europa Setentrional se tomaram temperadas, o Norte da África perdeu sua umidade e a região do Saara transformou-se em deserto; o mesmo aconteceu, em menor escala, do Oriente Próximo à Ásia Central. Diante disso, homens e animais tiveram de migrar para os vales dos grandes rios.
Paralelamente ao Período Neolítico, ocorreu um crescimento da população humana, o que tomou mais difícil sua subsistência apenas com a caça e a coleta de frutos e raízes. Esse fato levou os homens a iniciar sua sedentarização, por meio do plantio de trigo, cevada e aveia. Ao mesmo tempo, alguns animais foram domesticados e o homem tornou-se criador de bois e de ovelhas. Esse processo, que se iniciou na Mesopotâmia, é conhecido pelo nome de Revolução Agrícola, visto que a importância da agricultura sobrepujava largamente a do pastoreio.
A passagem da economia de coleta para a produção de alimentos liberou parte da comunidade para atividades outras que não as diretamente ligadas à subsistência. Essa população excedente criou nesse período os primeiros aglomerados urbanos protegidos por fossos e paliçadas contra ataques de outros grupos Neolíticos.
As novas condições econômicas e sociais provocaram mudanças tecnológicas. Para armazenar os cereais em recipientes, o homem deu início à cerâmica. Ao mesmo tempo, começou a tecer o linho e a lã, com a finalidade de substituir as peles de animais até então utilizadas como vestuário.
A matéria-prima mais importante para a confecção dos instrumentos ainda era a pedra; mas esta, depois de lascada, passou a ser atritada contra outra pedra, para se tomar mais aguçada ou afiada. Eis por que esse período recebeu a denominação de Idade da Pedra Polida.
Em função da nova realidade do período, os homens se organizaram em comunidades estáveis. Estas eram estruturadas principalmente a partir dos laços de sangue, formando clãs. A posição do indivíduo dependia do grau de seu parentesco com o chefe do grupo. Como a terra era propriedade coletiva e as técnicas de plantio rudimentares, raramente havia excedentes de produção.
Em alguns pontos da Europa, o início do Período Neolítico foi marcado pela construção de monumentos megalíticos, isto é, formados por enormes blocos de pedra. Tais monumentos certamente tinham conotação mística, combinada talvez com um caráter funerário, pois a arte e a magia continuavam interligadas. Compreendiam três tipos: menires — grandes pedras isoladas, posicionadas verticalmente; dólmens — duas pedras verticais que sustentavam uma terceira, disposta horizontalmente; e cromlechs — pedras agrupadas em um ou mais círculos em tomo de um dólmen.

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